segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Calar por amor ou falar por causa da verdade?

- Norbert Lieth -
Quem se cala diante do pecado, da injustiça e de falsas doutrinas não ama de verdade. A Bíblia diz que o amor "...não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade" (1 Co 13.6). Deveríamos orar muito por sabedoria e, com amor ainda maior, chamar a atenção para a verdade e não tolerar a injustiça.
Ao estar em jogo a verdade, Estevão argumentou, mas sempre em amor a seu povo e com temor diante da verdade em Cristo. O apóstolo Paulo estava disposto a ser considerado maldito por amor ao seu povo, mas não cedia um milímetro quando se tratava da verdade em Cristo. Jesus amou como nenhum outro sobre a terra, mas assim mesmo pronunciou duras palavras de ameaça contra o povo incrédulo, que seguia mais as tradições e as próprias leis do que a Palavra de Deus. O Dr. John Charles Ryle, bispo anglicano de Liverpool que viveu de 1816 a 1900, certa vez disse assim:
Controvérsias religiosas são desagradáveis
Já é extremamente difícil vencer o diabo, o mundo e a carne sem ainda enfrentar conflitos internos no próprio arraial. Mas pior do que discutir é tolerar falsas doutrinas sem protesto e sem contestação. A Reforma Protestante só foi vitoriosa porque houve discussões. Se fosse correta a opinião de certas pessoas que amam a paz acima de tudo, nunca teríamos tido a Reforma. Por amor à paz deveríamos adorar a virgem Maria e nos curvar diante de imagens e relíquias até o dia de hoje. O apóstolo Paulo foi a personalidade mais agitadora em todo o livro de Atos, e por isso foi espancado com varas, apedrejado e deixado como morto, acorrentado e lançado na prisão, arrastado diante das autoridades, e só por pouco escapou de uma tentativa de assassinato. Suas convicções eram tão decididas que os judeus incrédulos de Tessalônica se queixaram: "Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui" (At 17.6). Deus tenha misericórdia dos pastores cujo alvo principal é o crescimento das suas organizações e a manutenção da paz e da harmonia. Eles até poderão fugir das polêmicas, mas não escaparão do tribunal de Cristo. (de: "Alle Wege führen nach Rom")
Norbert Lieth

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, julho de 1998.

Revista mensal que trata de vida cristã, defesa da fé, profecias, acontecimentos mundiais e muito mais. Veja como a Bíblia descreveu no passado o mundo em que vivemos hoje, e o de amanhã também. Assine aqui »
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Norbert Lieth foi um dos preletores do 13º Congresso Internacional Sobre

domingo, 13 de novembro de 2011

Quem é a minoria?

Quando é que as minorias vão deixar finalmente de ser "minorias" e todos vão finalmente poder ser julgados, não pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo do seu caráter?

É curioso que chamem de "minorias" grupos que estão longe de ser minoritários. Talvez por que a moda tenha começado nos EUA onde, décadas atrás, até que era condizente com a realidade. No Brasil, a expressão sequer faz sentido: o país tem mais mulheres que homens, mais negros/mulatos e índios do que brancos e, a julgar pela última parada gay e pelo número de travestis brasileiros na Europa, mais homossexuais que heterossexuais. (Bom, chamar mulheres de "minorias" nunca fez sentido algum em lugar nenhum).

Quem é a "minoria" neste país?

Nos EUA, a nova maioria já são as "minorias", em especial, os latinos. Leio esta curiosa reportagem da BBC na qual se fala sobre o misterioso "gap" (lacuna ou diferença) na educação entre os filhos dos imigrantes latinos (muitos de origem ilegal) e os dos americanos nativos. Por algum motivo, que poderá ser pela cultura, pelo fato de serem pobres, pelo fato de falarem espanhol em casa, pelo fato de preferirem entrar em gangues do que estudar, pelo fato de costumarem engravidar aos 13 e abandonarem a escola, ou simplesmente pelo fato de serem um pouquinho mais burros, eles estão tendo mais dificuldade em aprender do que os americanos. Tudo bem, realmente é mais difícil você chegar num país estranho e tentar se adaptar!

Mas o curioso é o seguinte: a tônica da reportagem é que os EUA deveria se esforçar mais para ajudar os coitados a aprender, afinal, disso depende o futuro dos EUA. Ué. Se esses imigrantes causam tanto problema, não seria mais fácil simplesmente fechar a torneira da imigração? Que obrigação tem os EUA, ou qualquer nação, para com aqueles que nem entraram legalmente no país? Será que o Brasil também vai passar a dar cidadania plena e bolsa-família para os bolivianos? Será que eles vão me dar cidadania também aqui, ou eu primeiro preciso ser ilegal?

(Parêntese: até tenho simpatia pela população latina, afinal, segundo as estatísticas americanas, eu faria parte do mesmo grupo demográfico, embora jamais tenha me considerado "latino" -- eu sou é gaúcho, eh eh. Mas ilegal é ilegal. País nenhum pode aceitar tamanha invasão sem conseqüências. E, do jeito que a coisa vai, faria mais sentido eu ter ido fazer pós-graduação direto no México. É uma transformação sem precedentes, pela qual os EUA se arrependerão profundamente.)

(Novo parêntese: sério, nada contra os mexicanos. Nem contra os negros. A única minoria com que tive problemas aqui em L.A. foi a dos médio-orientais. Árabes, iranianos, armênios, turcos, palestinos: nunca conheci algum que não estivesse querendo te sacanear, te enganar, ou te vender vender gato por lebre. E as ucranianas/russas são todas prostitutas. Pronto! Eu disse!)

Bem, não entendo, mas fico tentando entender. Quando os brancocidentaiscristãos forem literalmente uma minoria nos EUA e na Europa, eles continuarão sendo os culpados por tudo o que acontece de ruim? Se, mesmo com ampla maioria latina, o desnível educacional continuar, o que deverão fazer os brancos e os asiáticos para equiparar o nível? Obrigar suas crianças a estudarem menos?

Aqui nos EUA chamam os Estados com maioria latina de "minority-majority." Ora, se são maioria, não podem ser minoria, certo? Sim, eu sei. O termo "minoria" não tem a ver com números, mas é utilizado por que, historicamente, nas relações de poder em uma conjuntura patriarcal injusta e imperialista, os ocidentais, enquanto coletividade de indivíduos, sempre oprimiram os pobres negros, índios, judeus, muçulmanos, gays, asiáticos... Epa! Mas espera aí. Os ocidentais jogaram até duas bombas atômicas nos asiáticos, fizeram guerra contra eles no Vietnã e na Coréia, mas eles não estão reclamando de opressão nenhuma, e continuam se destacando nas universidades americanas, mais até do que os próprios americanos, que preferem ficar assistindo American Idol. Ué! E agora, José? Como assim, Ching Ling?

Ora, ora! Fica claro que aqueles que inventaram o termo "minoria" querem mesmo é confundir, enganar, propositalmente. É, aliás, uma técnica de guerrilha psicológica conhecida, já mencionada mais de uma vez pelo Olavo de Carvalho. De um lado os progressistas defendem uma coisa; do outro, o seu oposto. Chamam às maiorias de "minorias", ao direito maior de alguns grupos de "igualdade", à ilegalidade de "opressão", ao criminoso de "vítima". Confundido com o bombardeio de tanta idéias contraditórias, a cabeça do sujeito explode!

(Outra palavra que detesto: "despossuídos." Pretende dar a idéia que os pobres antes possuíam algo que foi tirado deles à força. Mas se jamais possuíram nada!)

Minorias! Quando acabará esta história de minorias? Os negros e latinos de sucesso, como Herman Cain, Obama e Jennifer Lopez, são também "minorias"? Quando é que as minorias vão deixar finalmente de ser "minorias" e todos vão finalmente poder ser julgados, não pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo do seu caráter?

Ora, meus caros. Lamentavelmente, a única minoria neste planeta infernal aqui somos nós, que ainda conseguimos discutir sobre temas sérios de forma razoavelmente civilizada...

sábado, 12 de novembro de 2011

O Deus da vida contra os deuses da morte

Por que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó deixou o jovem José ir justamente para o Egito? Por que Jacó e sua família, inicialmente com 70 pessoas, teve de se dirigir para lá (Êx 1.1-5), estabelecendo-se no Egito e tornando-se ali um grande povo (Êx 12.37) antes que o Senhor os conduzisse de volta à Terra Prometida?
Existem diversas razões, e uma delas parece ser que o Deus da vida confrontou os deuses da morte. Um povo que representava o Deus vivo foi enviado a um povo que, naquela época, representava a morte como nenhum outro, que era literalmente dominado pela morte. Nesse encontro e nessa confrontação entre o povo de Israel e os egípcios já encontramos uma indicação antecipada do Evangelho e do envio de Jesus a este mundo de morte.
O Egito era a corporificação do culto à morte. Nesse povo, tudo era voltado para a morte. Ainda hoje, as grandes pirâmides, gigantescas sepulturas, são testemunhos da morte todo-poderosa. O enorme rosto de pedra da Esfinge de Gizé olha há 4.500 anos na direção do sol nascente, expressando o anseio por ressurreição e vida após a morte. Os tesouros dos túmulos, a arte de embalsamar os mortos, os templos e os símbolos consagrados à morte, as inscrições nas paredes dos santuários, os livros dos mortos com histórias acerca da viagem dos falecidos ou os 2.000 deuses egípcios manifestam esse anseio. Um dos deuses principais era Ra, o deus do sol. Todos os dias Ra passava pelo céu em seu barco solar, indo da terra dos vivos no Oriente à terra dos mortos no Ocidente. Por essa razão, a maior parte dos sepulcros se encontram na margem ocidental do Nilo. Osíris era o deus da morte e o senhor do reino da morte. Antes que os mortos entrassem no reino de Osíris, tinham de passar por um teste. Seus corações eram pesados em uma balança, sendo comparados com o peso de uma pena. Se o coração fosse mais pesado que a pena, a alma era tragada. Boas obras e rituais feitos em vida deveriam impedir isso. A caminho do além havia muitos perigos à espreita, por exemplo, monstros ameaçadores. Para chegar em segurança ao reino dos mortos, alguns rituais tinham de ser executados. Se um ritual deixasse de ser feito ou não era executado com perfeição, a alma era condenada às trevas eternas.
Os antigos egípcios acreditavam numa vida após a morte, por isso seus sepulcros eram equipados com camas, jogos, cosméticos e até alimentos. Muitos faraós foram enterrados juntamente com seus barcos, para que pudessem acompanhar Ra em sua viagem diária pelo firmamento. Na preparação dos cadáveres para a conservação, os órgãos eram retirados e depositados em recipientes especiais. Os sacerdotes abriam a boca da múmia para garantir que o morto conseguisse respirar, falar e comer no além. O coração era considerado a sede da alma, por isso era deixado no corpo. Os antigos egípcios penduravam amuletos, muitas vezes dúzias deles, nas múmias. Eram talismãs, por exemplo, o “olho de Horus”, para dar sorte e protegê-los. Pesquisadores encontraram tiras de linho, enroladas em uma múmia, que somavam 4,8 quilômetros de comprimento.
O reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível, incentivando o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade.
O Egito era o potência mundial da sua época e representava toda a situação do mundo de então, um mundo cativado pela morte, que ansiava por vida eterna e fazia infinitas tentativas de driblar a morte e ganhar a vida.
O Deus da vida, que se apresentou a Moisés como o Deus dos vivos (compare Êx 3.6 e Mc 12.26-27), fez ir ao Egito, ao “vale da morte”, o povo que Ele escolhera e chamara, através do qual viria a nascer o Salvador, Jesus Cristo. A vida de José já lança uma luz profética sobre Jesus Cristo. E Moisés, o Libertador, também é uma figura do Messias. As palavras de vida que foram proclamadas lá no Egito, o Cordeiro Pascal que foi imolado pela primeira vez no Egito, a formação de um povo que traria o Messias ao mundo – tudo isso foi uma antecipação do Evangelho, uma indicação evidente das intenções salvadoras de Deus para com o mundo. Mais tarde, quando Jesus nasceu, para cumprir a profecia, Ele teve de ir ao Egito (Mt 2.13-15). Ele, que é o Pão da Vida, que pode dar a vida eterna, chegou a uma terra visivelmente caracterizada pela morte.
Se Jesus, que veio ao mundo como judeu em Israel, ali morreu na cruz do Calvário e ali ressuscitou dentre os mortos, se esse Senhor da vida passou algum tempo no Egito, isso enfatiza qual era a finalidade da existência de Israel, qual era e continua sendo sua vocação e seu destino. Isso também explica a história de amor entre Deus e este mundo. Deus enviou vida a um mundo dominado pela morte e abriu a porta da vida eterna pelo Seu Filho.
“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo” (Jo 5.24-26).
O antigo Egito era dominado por incontáveis rituais ocultistas, por preceitos e obras que precisavam ser cumpridos minuciosamente para alcançar a vida. Mas, mesmo assim, tudo isso era apenas logro e engano. O que restava era só um débil raio de esperança, mas principalmente o medo constante de ter negligenciado algo importante ou de ter deixado de fazer alguma coisa decisiva para entrar na vida eterna após a morte. A esse mundo marcado por tão fortes tentativas de auto-salvação, Deus enviou Seu Filho, que escancarou para nós a porta da vida eterna, e agora é preciso apenas entrar por ela. Jesus, o Salvador, consumou tudo para nós. Nenhum ritual, nenhum costume ou culto, nenhuma regra ou rito podem nos trazer a vida eterna. A porta foi aberta por Jesus. É preciso, apenas, entrar por ela para sair de um mundo dominado pelo pecado e pela morte e para entrar no paraíso do perdão e da certeza da vida eterna. Mas como se sai do “Egito da morte” para entrar na “Terra Prometida”? Somente pela fé!
O antigo Egito era dominado por incontáveis rituais ocultistas, por preceitos e obras que precisavam ser cumpridos minuciosamente para alcançar a vida. Foto: múmia egípcia.
Na Carta aos Hebreus está escrito: “Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas. Pela fé, atravessaram o mar Vermelho como por terra seca; tentando-o os egípcios, foram tragados de todo” (Hb 11.24-29).
Esse texto bíblico nos explica quatro passos de uma só fé:
1. A decisão, pela fé, de não ser mais filho do mundo – assim como Moisés não queria mais ser filho de Faraó.
2. O passo de fé de largar a velha vida, o que é uma prova de verdadeira mudança (arrependimento) – assim como Moisés literalmente deixou o Egito.
3. Voltar-se pela fé para Jesus Cristo, que é o Cordeiro de Deus, para receber o perdão pelo Seu sangue – assim como Moisés celebrou a Páscoa no Egito.
4. A obediência de seguir adiante com Jesus pela fé – assim como Moisés atravessou o mar Vermelho com o povo seguindo a Deus. (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, outubro de 2009.

Revista mensal que trata de vida cristã, defesa da fé, profecias, acontecimentos mundiais e muito mais. Veja como a Bíblia descreveu no passado o mundo em que vivemos hoje, e o de amanhã também. Assine aqui »

Primavera árabe.

Estamos percebendo, um constante mover nos últimos anos, porém poucos tem se percebido como isto tem ocorrido nos nossos dias. A igreja precisa urgentemente ficar atenta aos acontecimentos. A palavra de D´us é profética, o fato do profeta anuciar um acontecimento, não é para ficarmos esperando a profecia acontecer, pelo contrário é para que a humanidade se arrependa dos seus pecados pois está distante de D´us. Como temos vários exemplos na biblía deste tipo de acontecimento. Porém nos atemos a um deles. A profecia de Jonas em nínive. O Povo se arrependeu de seus pecados e a cidade foi perdoada. Nós últimos anos precisamente neste. Estamos vendo uma revolta no oriente médio, alguns mais apressados podem dizer o que isto tem a ver com a igreja, resposta tudo. Digo pois, são profecias, estamos chegando ao final dos tempos. Temos que somente relacionar os fatos, e chegamos a conclusão. Israel novamente se encontra no epicentro do olho do furação, está se tornando um fardo muito pesado para as nações, no caso dos estados unidos. O estado palestino será criado não temos dúvida disto, porém os mulçumanos querem jerusalém em princípio parte, será mesmo? Israel não entregará, as nações marcharam contram Israel, novamente Jerusalém sera destruída, é uma profecia, vejamos o livro de MATEUS. Até quando a igreja vai dormir no ponto, isto não é comigo. E quanto aos irmãos no oriente médio que sofrem perseguições, e não são relatadas. Digo pois a primavera árabe esta prestes a se tornar o inverno IRANIANO.....
LEMBREM SE DISTO!

SHALOM Á TODOS!


O HOMEM QUE É DEUS.

O Homem: No Natal surgiu em meio à história mundial um homem totalmente integrado nela, mas em muito superior a ela: Jesus Cristo. Ele é inteiramente diferente, singular. Movimentou o mundo como ninguém antes ou depois dEle. A Encyclopaedia Britannica utiliza 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Sua descrição ocupa mais espaço que as biografias de Aristóteles, Cícero, Alexandre Magno, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte. O homem Jesus tornou-se o maior tema da história mundial. Sobre nenhum outro se escreveu mais do que sobre Ele. A respeito de ninguém se discutiu tanto quanto sobre Jesus. Ninguém foi mais odiado, mas também mais amado; combatido, mas também mais louvado. Sobre nenhum outro foram feitas tantas obras de arte, hinos, poemas, discursos, e compêndios do que sobre Cristo. Diante dEle dividem-se as opiniões – uns gostariam de amaldiçoá-lO, outros testemunham que sua vida foi radicalmente mudada por Jesus e enchida de esperança. Não é possível imaginar a história humana sem Jesus. Na época do Natal, milhões comemoram Seu nascimento consciente ou inconscientemente. Na Páscoa, lembra-se da Sua morte e ressurreição; na Ascensão, da Sua volta para Deus; e no dia de Pentecostes do nascimento da igreja que leva Seu nome, a igreja cristã. – Será que Ele é mais que um homem?
O Deus-Homem: A Bíblia diz que Cristo é, ao mesmo tempo e literalmente, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Lemos em 1 Timóteo 3.16: “Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele [Deus] que foi manifestado na carne...” E em 2 Coríntios 5.19 está escrito: “a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo...” A vida terrena de Jesus nos mostra que Ele foi ao mesmo tempo verdadeiro homem, mas continuou também verdadeiro Deus. Percebemos muitos contrastes em Sua vida, tanto provas da Sua inteira humanidade, como da Sua perfeita divindade. Por exemplo, Ele sentia cansaço, mas ao mesmo tempo podia chamar para Si os cansados e dar-lhes a paz (João 4.6; Mateus 11.28). Jesus teve fome, mas era o próprio pão da vida (Mateus 4.2; João 6.35). Cristo teve sede, sendo ao mesmo tempo a água viva (João 19.28; João 7.37). Ele enfrentou a agonia da morte, mas curou todos os tipos de doenças e aliviou qualquer dor. Jesus foi tentado pelo diabo, mas expulsou demônios (Lucas 4.2; Mateus 8.31). Ele vivia no tempo e no espaço, mas era desde a eternidade (João 8.58). Jesus disse: “...o Pai é maior do que eu”, e também: “Eu e o Pai somos um”, ou: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.28; João 10.30; João 14.9). Ele mesmo orava, como também respondia às orações (Lucas 6.12; Atos 10.31). Ele derramou lágrimas junto à sepultura de Lázaro, mas tinha o poder para ressuscitá-lo (João 11.35,43). Ele morreu, mas é a vida eterna – Jesus é o homem perfeito de Deus e o Deus perfeito dos homens.
Por que Deus tornou-se Homem? Ele veio para revelar Deus a nós. Em Jesus Cristo, Deus se manifestou da forma mais clara. Ele é a prova de que Deus não se afasta do pecador, mas se volta para ele e ama todos os homens. Jesus veio para convencer este mundo de sua pecaminosidade e necessidade de redenção. Ele veio para morrer, como homem sem pecado, pelo pecado dos homens, para se entregar como sacrifício por eles, por uma humanidade que tinha caído através do primeiro homem, Adão. Agora, os homens podem ser salvos por Ele. Por isso, Jesus é chamado também de “último Adão” (1 Coríntios 15.45). Ele veio para destruir as obras do diabo, para tirar o poder da morte e para vencer o pecado. Tornar-se homem em Jesus foi a única possibilidade de Deus resgatar um mundo perdido: “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3.17).
Ele voltará: Jesus voltará como era (Atos 1.11). Do modo como foi e subiu ao céu, no mesmo corpo, mas glorificado, Ele retornará. Jesus, o homem que é Deus, o filho de Maria, a criancinha de Belém, o jovem de Nazaré, o Mestre da Judéia que curava, o homem do Calvário, voltará como Rei da glória e como Senhor dos senhores.
Muitos homens, conquistadores, reis e ditadores, já quiseram ser deuses, mas todos fizeram o sangue de homens ser derramado por eles. O imperador romano Augusto (sublime), que conhecemos da história do Natal, fazia-se chamar de “kyrios” (senhor) e até de “soter” (salvador). Mas o Deus que se tornou homem deu Seu sangue por este mundo. Por isso, somente Ele é o Salvador, que diz também a você: “...quem crê no Filho tem a vida eterna...” (João 3.36). No homem perfeito Jesus, Deus torna perfeito a todo que O aceita em seu coração – você crê nEle.

publicado: chamada.com.br

Boa SEMENTE PARA 2012

O Homem: No Natal surgiu em meio à história mundial um homem totalmente integrado nela, mas em muito superior a ela: Jesus Cristo. Ele é inteiramente diferente, singular. Movimentou o mundo como ninguém antes ou depois dEle. A Encyclopaedia Britannica utiliza 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Sua descrição ocupa mais espaço que as biografias de Aristóteles, Cícero, Alexandre Magno, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte. O homem Jesus tornou-se o maior tema da história mundial. Sobre nenhum outro se escreveu mais do que sobre Ele. A respeito de ninguém se discutiu tanto quanto sobre Jesus. Ninguém foi mais odiado, mas também mais amado; combatido, mas também mais louvado. Sobre nenhum outro foram feitas tantas obras de arte, hinos, poemas, discursos, e compêndios do que sobre Cristo. Diante dEle dividem-se as opiniões – uns gostariam de amaldiçoá-lO, outros testemunham que sua vida foi radicalmente mudada por Jesus e enchida de esperança. Não é possível imaginar a história humana sem Jesus. Na época do Natal, milhões comemoram Seu nascimento consciente ou inconscientemente. Na Páscoa, lembra-se da Sua morte e ressurreição; na Ascensão, da Sua volta para Deus; e no dia de Pentecostes do nascimento da igreja que leva Seu nome, a igreja cristã. – Será que Ele é mais que um homem?
O Deus-Homem: A Bíblia diz que Cristo é, ao mesmo tempo e literalmente, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Lemos em 1 Timóteo 3.16: “Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele [Deus] que foi manifestado na carne...” E em 2 Coríntios 5.19 está escrito: “a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo...” A vida terrena de Jesus nos mostra que Ele foi ao mesmo tempo verdadeiro homem, mas continuou também verdadeiro Deus. Percebemos muitos contrastes em Sua vida, tanto provas da Sua inteira humanidade, como da Sua perfeita divindade. Por exemplo, Ele sentia cansaço, mas ao mesmo tempo podia chamar para Si os cansados e dar-lhes a paz (João 4.6; Mateus 11.28). Jesus teve fome, mas era o próprio pão da vida (Mateus 4.2; João 6.35). Cristo teve sede, sendo ao mesmo tempo a água viva (João 19.28; João 7.37). Ele enfrentou a agonia da morte, mas curou todos os tipos de doenças e aliviou qualquer dor. Jesus foi tentado pelo diabo, mas expulsou demônios (Lucas 4.2; Mateus 8.31). Ele vivia no tempo e no espaço, mas era desde a eternidade (João 8.58). Jesus disse: “...o Pai é maior do que eu”, e também: “Eu e o Pai somos um”, ou: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.28; João 10.30; João 14.9). Ele mesmo orava, como também respondia às orações (Lucas 6.12; Atos 10.31). Ele derramou lágrimas junto à sepultura de Lázaro, mas tinha o poder para ressuscitá-lo (João 11.35,43). Ele morreu, mas é a vida eterna – Jesus é o homem perfeito de Deus e o Deus perfeito dos homens.
Por que Deus tornou-se Homem? Ele veio para revelar Deus a nós. Em Jesus Cristo, Deus se manifestou da forma mais clara. Ele é a prova de que Deus não se afasta do pecador, mas se volta para ele e ama todos os homens. Jesus veio para convencer este mundo de sua pecaminosidade e necessidade de redenção. Ele veio para morrer, como homem sem pecado, pelo pecado dos homens, para se entregar como sacrifício por eles, por uma humanidade que tinha caído através do primeiro homem, Adão. Agora, os homens podem ser salvos por Ele. Por isso, Jesus é chamado também de “último Adão” (1 Coríntios 15.45). Ele veio para destruir as obras do diabo, para tirar o poder da morte e para vencer o pecado. Tornar-se homem em Jesus foi a única possibilidade de Deus resgatar um mundo perdido: “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3.17).
Ele voltará: Jesus voltará como era (Atos 1.11). Do modo como foi e subiu ao céu, no mesmo corpo, mas glorificado, Ele retornará. Jesus, o homem que é Deus, o filho de Maria, a criancinha de Belém, o jovem de Nazaré, o Mestre da Judéia que curava, o homem do Calvário, voltará como Rei da glória e como Senhor dos senhores.
Muitos homens, conquistadores, reis e ditadores, já quiseram ser deuses, mas todos fizeram o sangue de homens ser derramado por eles. O imperador romano Augusto (sublime), que conhecemos da história do Natal, fazia-se chamar de “kyrios” (senhor) e até de “soter” (salvador). Mas o Deus que se tornou homem deu Seu sangue por este mundo. Por isso, somente Ele é o Salvador, que diz também a você: “...quem crê no Filho tem a vida eterna...” (João 3.36). No homem perfeito Jesus, Deus torna perfeito a todo que O aceita em seu coração – você crê nEle.

Fonte: chamda.com.br

FILMES INTUITIVOS.

Prezados, todo shabat é maravilhoso, porém este foi especial. Na ministração do rosh matheus, homem de grande unção, preparado pelo espiríto de D´us.  Segue abaixo um pouco texto longo que precisa ser lido por todo aquele, que segue as escrituras sagradas no seu contexto original. Uma boa leitura á todos e D´us os abençõe abundantemete.




Shalom!








                          
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4.23).
Os filmes pós-modernos passam a noção de que, para encontrarmos a verdade, precisamos parar de ser racionais e devemos seguir nossos caprichos interiores, especialmente os do coração. O incentivo à prática da intuição geralmente não é a mensagem principal dos filmes, mas está presente em muitos deles. De fato, essa é a idéia mais disseminada pelas películas pós-modernas.
“Não pense! Apenas sinta e siga seu coração”, diz uma avalanche de filmes hollywoodianos. É uma doutrinação freqüente, impiedosa e sufocante exalada das telas dos cinemas como se fosse um perfume suave, mas que verdadeiramente nos afasta da vontade do Senhor.
Gostaria de analisar apenas dois desses filmes.
Ah! Deliciosos Filmes Intuitivos...
a) TITANIC (EUA, 1997)
Apenas para efeito de pesquisa: todas as cenas do filme Titanic descritas neste artigo estão presentes no original exibido nos cinemas, mas nem todas estão presentes na versão lançada em VHS e em DVD.
Sucesso de bilheteria no mundo inteiro, Titanic chegou a arrebatar 11 estatuetas do Oscar (feito semelhante alcançado somente por Ben-Hur e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei ). O filme transmite uma rejeição gigantesca às normas sociais e à razão, em favor da orientação e intuição pessoais.
Brian Godawa, escritor evangélico e crítico de filmes, comenta sobre Titanic:
Rose sente-se oprimida pelo seu noivo Carl, controlador, estereótipo de uma sociedade patriarcal [...] A redenção de Rose é encontrada na rejeição de suas obrigações para com as normas sociais e em escolher seu próprio futuro seguindo os seus sentimentos. [...]
Sem dúvida, ninguém pode discordar que o violento noivo é um partido indesejável, [não sendo aconselhável] que Rose venha a se casar com ele. Mas, nessa história o amor não é uma escolha racional. [...] Ao contrário, é uma conformidade irracional para com os sentimentos intuitivos que guiam os heróis. Jack posiciona Rose na proa do navio, pede para ela fechar os olhos e a solta para que “sinta” a sensação de liberdade como se estivesse voando. No porão do navio, na classe econômica, quando dançam, Jack diz para Rose: “Siga o ritmo. Não pense”. Siga o seu coração.
Quando Rose discorda de Carl acerca de uma pintura de Picasso, ela diz: “São como sonhos. Têm verdade, mas sem lógica”. Na primeira vez que Rose fala para Jack sobre seus sonhos, ela deseja que pudesse apenas “jogar tudo para o alto e tornar-se uma artista pobre, mas livre”. Ou, talvez, “uma dançarina como Isadora Duncan... um espírito pagão feroz”.
Rose inveja o “errante Jack” porque ele vive uma vida de espírito-livre, pobre, mas divertida, momento a momento [...] Os amigos dele se preocupam com o seu desejo impossível pela aristocrática Rose. “Ele não está sendo lógico”, diz um deles. “Amore não é lógico”, responde o outro. Com certeza não é. Esse “rei do mundo” (apelido dado ao ator Leonardo DiCaprio) é a encarnação do homem existencialista.
Quando Jack está envolvido com o roubo do enorme diamante de Carl, Rose escolhe acreditar em Jack, indo contra todas as evidências. Rose guia-se pelo seu coração. Ao final da história, Rose diz que Jack a salvou de todas as maneiras que uma pessoa pode ser salva. Algo que pensava que Deus era quem deveria fazer.
Não é coincidência que a jóia discutida em grande parte dessa história é chamada “O Coração do Oceano”. Ao término, quando Rose fica em pé no Keldysh, ela diz ao caçador de tesouros: “Você procura tesouros nos locais errados, Senhor Lovett. Só a vida é sem preço e faz cada dia valer a pena”. Isso é bastante verdadeiro. Muito verdadeiro. Porém, aí ela joga o enorme diamante no oceano, como uma expressão do seu maior amor por Jack. Esse diamante poderia alimentar uma nação inteira do Terceiro Mundo e ela o joga fora como demonstração do seu “amor” por apenas um indivíduo. Essa é, precisamente, a conseqüência egoísta de viver sendo guiado pelo seu próprio sentimento em vez das obrigações. A compaixão verdadeira é sacrificada pelo seguir o próprio coração.[1]
Sem dúvida, viver intuitivamente corrompe a razão. Certa ocasião atendi em uma emergência hospitalar a uma jovem de dezenove anos, aos prantos, com uma crise de ansiedade. Após medicá-la de forma convencional, a jovem retornou para mim antes de receber a alta hospitalar. Contou-me que era lésbica e que o motivo de ter se descompensado emocionalmente naquela noite foi a briga que tivera com sua namorada, que resultou em separação. “Não consigo viver sem ela. Eu a amo muito”, dizia com os olhos marejados. Eu disse para ela que tudo iria mudar, à medida que conhecesse o verdadeiro amor que só Jesus Cristo tem para dar. Pasmem! Qual foi a resposta daquela adolescente? “Sou evangélica e sei que é a vontade de Jesus Cristo que continue namorando-a”. Entenderam? Quando a pessoa se guia pelo coração, é capaz de tentar justificar seus próprios pecados usando até o nome de Jesus. A intuição saqueia a mente, tornando-a corrompida e a razão cristã é manipulada ou jogada na lata do lixo.
O engano de se guiar pela intuição é que a pessoa começa a dar muita importância às experiências pessoais, e pouca à Palavra de Deus. Assim, o indivíduo passa a tentar justificar com seus próprios argumentos o ato de jogar no fundo do mar uma jóia valorizadíssima, de praticar a homossexualidade, entre outras atitudes reprováveis do ponto de vista bíblico.
Na aldeia de Katsumoto, quando Algren iniciou seu treinamento de artes marciais, era facilmente derrotado. Então Nabutada, o seu hospedeiro amigo, deu-lhe um conselho: “Você está com muita coisa na mente. Nada na mente!”. Em outras palavras, não raciocine, apenas sinta, guie-se pelos instintos.
b) O ÚLTIMO SAMURAI (EUA, 2003)
O texto na capa do DVD da Warner Brothers resume o filme:
Nathan Algren (Tom Cruise) é um capitão ianque, herói da Guerra Civil, que vai para o Japão, com a missão de treinar as tropas japonesas e combater os samurais que atrapalham os planos de “modernização” do imperador japonês. Katsumoto (Ken Watanabe) é um líder samurai que vive como poucos, seguindo um código de conduta que está desaparecendo. Dois experts na arte do combate, com diferentes visões de mundo e ética, cujos destinos estão entrelaçados de uma forma que ninguém poderia supor.[2]
Nathan Algren é forçado a liderar as tropas do imperador contra os rebeldes samurais, antes delas estarem devidamente treinadas. Resultado: as tropas do imperador são dizimadas e Algren é levado cativo para a aldeia de Katsumoto. Com o objetivo de entender melhor o seu inimigo, o elegante Katsumoto mantém Algren vivo e conversa com ele. Quando Algren se restabelece, gradativamente passa a ser atraído pela vida disciplinada dos seus captores, sendo seduzido por suas condutas e ensinamentos. Então, Algren vira-casaca, inicia seu treinamento para ser um samurai e passa a lutar do lado dos seus ex-inimigos.
Esse é um daqueles filmes [que insinua]: “A visão de mundo ocidental (entenda-se cristã) é nociva e toda errada. Já a visão de mundo oriental (entenda-se budista) é maravilhosa e louvável”. Claro que não é bem assim! Especialmente quando colocamos na balança temas como direitos humanos, principalmente o direito das mulheres, liberdade de expressão, descobertas científicas, curas de enfermidades, entre outros, perceberemos que a balança pesa muito mais a favor do Ocidente. Mas, isso é um outro assunto.
Voltemos ao nosso tema: intuição.
Na aldeia de Katsumoto, quando Algren iniciou seu treinamento de artes marciais, era facilmente derrotado. Então Nabutada, o seu hospedeiro amigo, deu-lhe um conselho: “Você está com muita coisa na mente. Nada na mente!”. Em outras palavras, não raciocine, apenas sinta, guie-se pelos instintos.
Na seqüência, presenciamos Nathan Algren meditando: “O que significa ser um samurai? Buscar a inércia da mente”.
Meses depois, ainda em treinamento, Algren põe em prática o que aprendeu: “Nada na mente!”. Assim, passa a ter um melhor desempenho e consegue vencer lutas.
Ao término do filme, já com o pensamento mais intuitivo do que racional, Nathan Algren prostra-se emocionalmente diante do imperador japonês, entregando espontaneamente toda a sua vida a serviço do seu jovem senhor. É sempre assim, quando a razão torna-se astênica e anêmica, a intuição reina absoluta e distorce o foco da adoração. O censo crítico racional cessa e a intuição se aproveita para levar o fraco a adorar a criação em vez do Criador.
“Salve o culto ao coração! Abaixo a razão!”
Nas últimas décadas, a cosmovisão da “Era de Aquário”, também conhecida como a “Nova Era”, vem substituindo a “Era da Ciência e da Razão”. Isso significa que, supostamente, temos que desistir das nossas razoabilidades e juízos a favor da falta de razão e abraçar nossos sentimentos e emoções de forma acrítica, uma vez que a ferramenta da crítica é a razão e, claro, razão não combina com emoção.
Saiba que essa história não é novidade. Desde que a humanidade passou a registrar seus pensamentos em papiros, os místicos têm gasto muito tempo pensando (diga-se, de forma racional) na produção de textos que são verdadeiros manuais intuitivos e contrários à razão. Paradoxalmente, os escritores esotéricos pensam racionalmente contra a própria razão, na ânsia de instigar seus leitores a não pensarem e a apenas sentirem (dá pra entender?).
Estamos sendo incentivados a embarcar no vôo da razoabilidade para a relatividade, da razão para a intuição, da sensatez para a insensatez, do juízo para a emoção, de uma vida racional para uma vida de impulsos, do cristianismo para as religiões orientais!
O diretor de cinema Woody Allen, que passa as noções niilistas de Friedrich Nietzsche em alguns dos seus filmes, sumarizou bem o que é intuição quando tentou justificar sua relação sexual com sua enteada: “O coração quer o que quer”. Pronto! Não pense nas conseqüências, aja segundo o seu coração e os gurus orientais aplaudirão.
O maior inimigo da meditação esotérica
Dêem à razão o mesmo tratamento que os judeus receberam durante a Segunda Guerra Mundial – a “solução final” – e os gurus orientais sorrirão.
Os esotéricos não pensam nem em tratar a “razão” a pão e água, querem mesmo é matá-la rapidamente de inanição. Se possível fosse, colocariam a razão nas câmaras de gás e nos fornos crematórios de Auschwitz-Birkenau.
Um dos ícones da Nova Era é Neale Donald Walsch, escritor da trilogia Conversando Com Deus, cujo deus não tem nada a ver com o Deus das Escrituras Sagradas. Essa entidade da maldade, que se passa por Deus, incentiva-nos a vivermos guiados pelos nossos sentimentos:
Por isso, em momentos de decisões importantes, saia da sua mente, e faça algumas buscas à alma.
A alma compreende o que a mente não pode conceber. [...]
A alma fala com você através dos sentimentos. Preste atenção aos seus sentimentos. Aja de acordo com eles. Respeite-os. [...]
Eu lhe digo que os seus sentimentos nunca o farão ter “problemas”, porque são a sua verdade.
Lembre-se que a verdadeira celebração é irracional. [3]
Neale Donald Walsch verdadeiramente tem se norteado pelos seus sentimentos, tanto assim que traz no seu currículo pessoal a histórica marca de cinco (!) casamentos fracassados.
O guru sensual Bhagwan Shree Rajneesh (1932-1990), também conhecido como Osho, foi um grande expoente da doutrina do “não-pensar”. Osho chega a inocentar um Buda de qualquer ação errônea, até mesmo de cometer homicídio, quando relata:
O não-pensar é imperativo, se você quiser ficar completamente livre do pecado, livre do crime, livre de tudo o que ocorre à sua volta – e esse é o significado de um Buda.
Um Buda é uma pessoa que vive sem a mente; então ele não é responsável. Por essa razão dizemos no Oriente que ele nunca acumula carma; nunca acumula qualquer complicação para o futuro. [...] no Oriente se diz que mesmo que um Buda mate, ele não acumula carma. Por quê? [...]
É simples, qualquer coisa que um Buda esteja fazendo, ele a está fazendo sem que a mente esteja envolvida. Ele é espontâneo, assim isso não é atividade. Ele não está pensando a respeito, isso acontece. Ele não é o agente. Ele move-se como um vazio. Ele não tem a mente envolvida nisso, ele não estava pensando em fazer isso. Mas se a existência permite que isso aconteça, ele permite que isso aconteça. Ele já não tem o ego para resistir; já não tem o ego para fazer.[4]
O guru sensual Bhagwan Shree Rajneesh (1932-1990), também conhecido como Osho, foi um grande expoente da doutrina do “não-pensar”.
Esse guru indiano instalou sua comunidade espiritual em Antelope, no estado do Oregon (EUA), ensinou aos jovens americanos a não-pensarem através de sua meditação dinâmica (vide o artigo “Seduzidos Pela Meditação”), enquanto os mesmos ofertaram rios de dinheiro para Osho. O guru enriqueceu, tinha hotel, terrenos e noventa carros Rolls Royce, entre outras posses.
Esse guru sabia como cultivar o seu próprio bem-estar. Imagino Osho sentado sozinho no seu quarto pensando sem parar como fazer os jovens americanos não-pensarem. Queimando as pestanas, pensando como fazer os americanos doarem milhões de dólares para ele mesmo, sem precisarem raciocinar sobre suas generosas contribuições.
Esse foi o mesmo Osho que afirmou as seguintes bobagens sobre Jesus:
Para lhes dizer a verdade, Jesus é um caso psíquico. [...] Ele é um fanático. Ele tem o mesmo tipo de mente de Adolf Hitler. Ele é um fascista. Ele acha que somente aqueles que o seguem serão salvos. [...] E os bobos continuam acreditando que serão salvos se seguirem Jesus. Até Jesus não está salvo e ele sabe disto.[5]
Como não poderia deixar de ser, esse guru foi deportado dos EUA de volta para a Índia, onde morreu. As acusações contra o guru foram: perversão sexual, lavagem cerebral e sonegação de impostos.
Irmãos, a razão é o maior inimigo da meditação esotérica. Sem a razão, a ética pode ser relegada, a honestidade proscrita da memória, enquanto o eu- führer perverso senta-se no trono.
Honra ao Desmérito
Se, por um lado, os filmes são pródigos em exibir cenas que nos incentivam a consultarmos o nosso interior (nossa intuição, nosso coração), por outro lado, a Bíblia Sagrada desaconselha qualquer tentativa de valorizarmos o nosso íntimo.
“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jeremias 17.9). Então, da próxima vez que o leitor ficar emocionalmente envolvido, gostando de uma cena do filme que divulga a intuição, poderá dizer para si mesmo: “Oh! Meu coração traiçoeiro! Me engana que eu gosto”.
E Jesus “dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem” (Marcos 7.20-23). Guiar-se pela intuição é dar impunidade ao corrupto, cair na fossa espiritual, viajar no esgoto da nossa alma, beber água contaminada com coliformes fecais do coração e honrar ao desmérito.
“...o vosso culto [é] racional” (Romanos 12.1). Quando a Bíblia nos ensina que o nosso culto é racional, não é que devemos matar nossas emoções e intuições, mas mantê-las submissas à razão. Assim, conseguiremos vivenciar em toda a sua plenitude o primeiro mandamento: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Marcos 12.30).
Existe, então, uma hierarquia bíblica onde, em primeiro lugar, Cristo é o Senhor e o controlador de todo o nosso ser. Em segundo lugar, a mente (a razão e o raciocínio), submissa a Cristo, controla o coração (a intuição e a emoção). Então o coração é sempre subordinado à razão e ao senhorio de Jesus Cristo. Portanto, tudo está em seu devido lugar e temos uma vida submissa à vontade de Deus.
Sempre que a intuição se rebela e passa a ditar as regras, teremos uma quebra dessa hierarquia e geraremos um híbrido, uma má-formação, uma anomalia espiritual.
Quando a intuição controla a razão, há uma inversão de valores e o terreno fica propício para as paixões infames, adultérios, homicídios, visões espirituais fictícias, egoísmo, vaidade, vanglória, entre outros pecados.
Dar crédito ao mau caráter da nossa intuição é honrar o que é falível e valorizar a nós mesmos.
Honras sejam dadas a Deus e não à nossa inconstante intuição. Somos habitats frágeis (sem credibilidade) do Espírito Santo (2 Coríntios 4.7). Pessoalmente, não temos nada intrinsecamente bom. A excelência em nós é o Espírito Santo que nos transforma. E o Espírito de Deus independe de nossos pensamentos débeis, de nossas medíocres atitudes e de nossos imundos atos de justiça.
Busquemos, pois, em Deus e na Sua Palavra a orientação para nossas decisões pessoais. Somente Deus seja louvado!
Façamos do seguinte cântico espiritual de Michael W. Smith, a nossa oração: “Este é meu desejo, honrar a Ti. Senhor com todo o meu coração louvarei a Ti. Tudo que tenho louvarei a Ti. Toda a minha adoração está em Ti. Senhor, eu te dou meu coração, te dou minha alma, vivo somente por Ti. Cada vez que respiro, quando estou acordado, Senhor faze em mim a Tua vontade”. Amém!
Como um pai zeloso que chama o filho rebelde à razão, Deus nos ensina, para sempre guardarmos dentro dos nossos corações corruptos algo muito precioso, para não cairmos em pecado: “De todo o coração te busquei, não me deixes fugir aos teus mandamentos. Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (Salmo 119.10-11). Que seja assim, amém! (Samuel Costa - http://www.chamada.com.br)
Bibliografia:
  1. Artigo “Postmodern Movies: The good, the bad and the relative – Part II”, por Brian Godawa. SCP Newsletter, Berkeley, Califórnia, verão 1999, volume 23:4.
  2. DVD duplo – O Último Samurai. Warner Brothers Entertainment Inc. 2004. Color/154 min.
  3. Walsch, Neale Donald, Conversando Com Deus – Livro II. Ediouro Publicações S.A. Rio de Janeiro, RJ, 1999, páginas 33-34.
  4. Osho, Além das Fronteiras da Mente. Editora Gente, São Paulo, SP, 1990, 3ª edição, página 33.
  5. Rajneesh, Bhagwan Shree, The Rajneesh Bible. Rajneesh Foundation International – Oregon, USA, volume 1, 1985, páginas 9 e 10.