quarta-feira, 4 de maio de 2011

Falta o Plano Real dos juros

maio 3, 2011
Autor: Carlos Alberto Sardenberg
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Carlos Alberto Sardenberg2
Em 2003, ao receber da Ordem dos Economistas o prêmio de Economista do Ano, Pérsio Arida observou: “Nossa economia já teve uma característica singular – a indexação legal e generalizada de contratos -, e para ela encontramos uma solução igualmente original – a Unidade Real de Valor (URV) e a reforma monetária. Temos, agora, uma outra característica singular a enfrentar. A singularidade do nosso desafio no passado esteve no combate à inflação crônica; agora é a busca de alternativas que possam reduzir a taxa estrutural de juros”.
De lá para cá, o mundo mudou muito. Tivemos o período de forte crescimento global, que beneficiou amplamente o Brasil, e depois o colapso financeiro de 2008-2009, seguido da crise das dívidas públicas na zona do euro. Teorias e práticas de política econômica sofreram forte impacto no mundo e aqui, entre nós.
A realidade econômica também mudou muito. Por exemplo: em vez de crises externas por falta de dólares, os países emergentes exportadores – Brasil incluído – lidam com o problema inverso, o excesso de dólares e moedas locais valorizadas.
Mas continuamos com a taxa estrutural de juros muito alta e muito maior do que a de países parecidos. Ou seja, o desafio sugerido por Pérsio Arida continua aí.
É verdade que a situação melhorou um pouco. Em 2003, a taxa real de juros estava na casa dos 8% ao ano. De uns tempos para cá, roda entre 5% e 6%, e parece empacada aí. Além disso, as taxas caíram no mundo todo, estando hoje entre zero e 2%, de maneira que a posição comparativa do Brasil não se alterou.
De outro lado, nos últimos dois anos, a inflação brasileira mais alta, em torno dos 6% anuais, tem feito parte do trabalho de derrubar os juros reais. E não é o que queremos.
Tudo considerado, ficamos com inflação e juros mais altos, um desafio até mais complicado.
Com inflação alta por vários meses seguidos, reaparece o problema da indexação (a última medida legal de restrição à indexação é de 1995!). Acrescentem ao quadro o real muito valorizado e se percebe o tamanho da questão.
Em 2003, Pérsio Arida apelava aos colegas. “No momento, cabe a nós, economistas, propor à sociedade, através de uma reflexão crítica sobre nossa singularidade, um conjunto de políticas que consiga reduzir a taxa estrutural de juros”.
Houve muitos estudos de lá para cá. E há, no momento, muita gente quebrando a cabeça de novo, tentando entender como lidar com o pós-crise. Continuariam os juros sendo o principal desafio brasileiro?
Parece que sim. Pela comparação: moeda valorizada e inflação mais alta é uma combinação comum em vários países emergentes, incluindo os latino-americanos. Mas os juros brasileiros são imbatíveis, assim como a nossa carga tributária (e parece que são pontos correlacionados).
Estariam no centro da agenda nacional?
Para retomar a comparação de Arida, falta, atualmente, algo que havia em 1993, no lançamento da URV/reforma monetária: a disposição política de fazer uma mudança estrutural. Os talentosos economistas da época não teriam ido longe sem a mobilização e a liderança de Fernando Henrique Cardoso.
De sua parte, Fernando Henrique trazia uma visão mais ampla de modernizar o País, o que foi feito em grande escala.
Lula não se empenhou em nenhuma mudança estrutural. No início do primeiro mandato, na gestão de Antonio Palocci no Ministério da Fazenda, ainda foram feitas algumas reformas microeconômicas. Depois, quando a economia entrou no embalo do crescimento global, Lula surfou a onda e não quis saber de mais nada complicado ou politicamente difícil, como uma reforma tributária. Aproveitou a boa arrecadação para aumentar gastos, boa parte de eficácia duvidosa, e foi buscar votos.
E Dilma Rousseff? Começou no quebra-galho, administrando heranças difíceis, especialmente a inflação. Mas também teve de tentar deter a queda do dólar e segurar o gasto público. E tirar o atraso de obras da Copa do Mundo de 2014.
Como faz isso? Numa mistura de instrumentos ortodoxos – regime de metas, Banco Central, superávit primário – e antigos, como restrições ao crédito e impostos sobre a entrada de capitais.
Mas não se vislumbra uma doutrina, um plano de mudanças estruturais. A presidente diz que será rigorosa contra a inflação, mas que não aceita derrubar o crescimento econômico. Assim, na teoria, fica bem. Mas quanto de crescimento se exige e quanto de inflação se tolera para isso?
E, sobretudo, não se vê nada em relação ao desafio dos juros elevados. A presidente já disse, até mesmo na campanha eleitoral, que tinha o objetivo de reduzi-los. Mas não disse qual caminho pretende seguir para isso.
Parece improvisado. Um dia é o dólar; no outro, o crediário; depois, a inflação.
De uns dias para cá, depois do anúncio da privatização dos aeroportos, membros do governo têm vazado algumas informações sobre planos de combate à indexação, simplificações tributárias e outras modernizações.
Mas, de novo, falta o Plano Real dos juros – uma concepção teórica, um mapa do caminho prático, a liderança política e a disposição de aplicá-lo.
A oposição nem passa perto disso.
Fonte: O Estado de S. Paulo, 02/05/2011

REINALDO AZEVEDO



O casamento gay no Supremo. Ou: O dia em que o órgão genital virou um “plus”, um “bônus”, um “regalo”. Ou: O Supremo vai tomar o lugar do Congresso?


O Supremo Tribunal Federal começou a decidir nesta quarta — e o julgamento será retomado nesta quinta — a constitucionalidade da tal “união homoafetiva”, um nome, assim, bastante dessexualizado para “casamento gay”. Qual é o problema dessa gente com as palavras? Para mais detalhes sobre o caso, clique aqui. O relator do caso é o ministro-poeta Calos Ayres Britto, que já leu o seu voto. Também se posicionaram o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams. Todos são favoráveis. Já chego lá. Antes, algumas considerações.
Para surpresa de alguns, de um e de outro lado do debate, sou favorável ao casamento gay e não me oponho, sob certas circunstâncias, à adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Mas eu também cobro “circunstâncias adequadas” dos héteros. O debate é longo, complicado. No arquivo, vocês encontram argumentos às pencas, inclusive de quem discorda de mim. A coisa a que eu me oponho, aí sim, é à violação da Constituição e à argumentação capenga. A Constituição é omissa ou explícita em relação ao casamento? É explícita. Assim:
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
§ 4º - Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
§ 5º - Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.
O Parágrafo 3º é regulamentado pela lei 9.278/96, que define a união estável, a saber:
O  PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º É reconhecida como entidade familiar a convivência duradoura, pública e contínua, de um homem e uma mulher, estabelecida com objetivo de constituição de família.
Vamos lá
Pouco importa o que eu, Britto, Gurgel, Adams e a torcida do glorioso Corinthians achemos, temos, como se vê, uma Constituição e uma lei que tratam do assunto. Ou elas são mudadas, ou o casamento gay só pode ser “aprovado” pelo Supremo se o tribunal decidir ignorar a Constituição e se comportar como legislador, usurpando uma prerrogativa do Congresso. Por que os senhores parlamentares ditos progressistas não apresentam uma emenda à Constituição para mudar a definição de família? É receio de que seja rejeitada? Mas, se for, não será a democracia em pleno funcionamento? Ou, nesse caso, para driblar uma eventual vontade do povo, apela-se ao Supremo para que ele casse a prerrogativa do Congresso?
Não dá! Das duas, uma: ou se muda o que vai nos textos legais ou se opta pela inconstitucionalidade. É simples assim. O ministro Ayres Britto é chegado a larguezas interpretativas. Ontem mesmo, não entendi se ele tentou ser cartorial, fescenino ou bíblico ao definir os órgãos genitais, mas não há poesia que consiga mudar a gramática hormonal desta tautologia — atenção para o sujeito, o verbo de ligação (também chamado “cópula” nas antigas gramáticas) e o predicativo destas duas frases: “homem é homem; mulher é mulher”. Homem tem bingolim, não importa que destinação dê a ele; mulher tem borboletinha, idem para a destinação. O casamento da Constituição ou a união estável da Lei 9.278 é a união do bingolim com a borboletinha. Sem apelo. Ou que se mudem os textos, caramba!
No seu voto, sempre looooongo, o ministro Britto foi a altitudes esplendorosas e cometeu o seguinte assassinato da Lei da Evolução:
“O órgão sexual é um plus, um bônus, um regalo da natureza. Não é um ônus, um peso, em estorvo, menos ainda uma reprimenda dos deuses”.
É um daqueles casos em que Didi Mocó indagaria: “Cuma?” Vou, só para mostrar que sou uma pessoa do diálogo, concordar com aquilo que o ministro acha que o sexo “não é”. Mas, no que é, ele está erradíssimo. Ministro: a vocação de toda espécie é perpetuar-se; a do indivíduo de cada espécie é reproduzir-se. O dito “órgão” não é regalo, não!, um presentinho da natureza! É a essência do negócio, o senhor entende? Como poesia, a constatação é ruim; como ciência, é uma grande batatada. Se o órgão sexual fosse um bônus, a natureza teria inventado meios mais eficazes de garantir a reprodução.  Ela é assexuada só em formas mais primitivas de vida. Muito antigamente, havia a crença popular de que o vento inseminava os urubus. Bem, não somos urubus que ganharam um “regalo”…
“Ah, mas os humanos não fazem sexo só para reprodução; também fazem por gostosura!” Eu sei. Ainda bem, né? Mas isso não confere cientificidade à fala do ministro. Ademais, as palavras a que ele recorre não deixam de ser engraçadas. Freudianos ortodoxos talvez concordassem, no terreno dos símbolos, que o bingolim é um “plus”. Já a borboletinha… A diferença gerou uma questão polêmica: “Mas o que querem as mulheres?” Convenham: o Brasil pede cada vez mais senso de humor.
Aí alguém dirá: “Pô, Reinaldo, o ministro não estava falando como cientista”. Entendo! Então era como jurista, doutor em direito? Repito a frase: “O órgão sexual é um plus, um bônus, um regalo da natureza. Não é um ônus, um peso, em estorvo, menos ainda uma reprimenda dos deuses”. Que saber é esse? Direito é isto aqui: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.” O resto é poesia ruim.
Roberto Gurgel, procurador-geral da República também falou, a saber:
“Os homossexuais devem ser tratados com mesmo respeito e consideração que os demais cidadãos, e a recusa estatal em reconhecer uniões implica não só privá-lo de direitos como também importa em menosprezo a sua própria dignidade”.
Concordo, claro! Mas o que isso tem a ver com o que esta escrito na Constituição? Aí ele avança:
“Esta ausência de referência [de casais do mesmo sexo na Constituição e na lei] não significa, de qualquer modo, o silêncio eloquente da Constituição Federal. Não implica, necessariamente, que a Constituição não assegure o seu reconhecimento.”
Isso é puro opionismo. Então ele precisa provar. Em algum lugar, há de estar ao menos sugerido o casamento gay. E eu lhes asseguro (a Constituição e a lei são de domínio público): não está!
Aí foi a vez de Luis Inácio Adams, advogado-geral da União:
“Esse reconhecimento que vem acontecendo mostra que o primeiro movimento de combate à discriminação é a partir do Estado. Temos visto, na nossa sociedade, violentas manifestações de agressão às relações homoafetivas, mas que só serão passíveis de rejeição à medida que o Estado for o primeiro a rejeitar essa discriminação.”
Não acho uma opinião imune a um debate conceitual sobre o papel do estado, mas deixarei isso pra lá agora. Pergunto ao sr. advogado-geral se ele considera que o Poder Legislativo é ou não parte integrante do Estado. Em sendo — e ele sabe que é —, pergunto-lhe também se cabe ao Supremo zelar pela Constituição ou lhe emprestar o sentido que der na telha de um ministro porque, afinal, se quer fazer justiça… Pior: ao fazê-lo, cabe usurpar a prerrogativa de um outro poder ou mudar o sentido das palavras?
Tendência
O pior é que acho que o Supremo tende a votar com Britto porque o lobby gay é poderoso, como vimos não faz tempo. Consegue satanizar as pessoas em três tempos e conta com amplo apoio da imprensa. Já os defensores da Constituição são mais discretos e menos influentes. É possível que os ministros não queiram a pecha de homofóbicos só porque entendem que o “homem”, de que fala a Contituição, é o que tem bingolim, e a mulher, a que tem borboletinha, pouco importando, como diria Britto, como cada um se regala com o seu “plus”, com o seu “bônus”.
Se o Supremo ficar livre para redefinir os conceitos de “homem” e “mulher”, essa questão, assim, tão primitiva, então ficará livre para dar o sentido que quiser a qualquer outra palavra. Sempre que alguma questão for influente e contar com grupos organizados de pressão, o tribunal corre atrás. Eu estou pouco me lixando para aquilo que cada um faz com o seu “plus” desde que não envolva crianças, não seja forçado e exclua animais… Acho que os gays podem e até devem lutar por aquilo que acham justo. Mas a Constituição e a lei existem. Se elas não mudarem, o Supremo só tem uma coisa a fazer se sua referência é a Constituição. E é rejeitar o casamento enquanto a Constituição não mudar.
Ou, por outra, vejam que fabuloso: o João e o João ou a Maria e a Maria estarão abrigados pelo seguinte texto:
“(…) é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar”.
Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O pranto da Casa de Yehudá


Trinta histórias verídicas sobre a escravidão ao sistema religioso

Muitos dos que, pela Internet, se encantam pelo Judaísmo Rabínico, não têm a oportunidade de conhecê-lo de perto, e ver o que representa. Por esta razão, desenvolvem uma ideia idealizada do Judaísmo, um fascínio que muitas vezes não encontra eco na realidade dos fatos.
Como judeu, e pessoa que tem pleno acesso à comunidade judaica, resolvi discorrer um pouco exatamente sobre o que é a realidade.
E a realidade é que a Casa de Yehudá (Judá), o povo judeu, está adoecido espiritualmente, e é vítima da escravidão de um sistema religioso opressor, que o afasta de Elohim e da Torah (e isso sem nem mesmo entrar no mérito da questão de Yeshua) e o subjuga a um sistema pautado fundamentalmente em misticismo e doutrina de homens.
Não é culpa do rebanho, e sim do sistema religioso daqueles que deveriam guiar o povo aos pastos dos caminhos de Elohim, mas não o fazem.
É importante, inclusive, discernir o povo da prática religiosa que o aprisiona, e do qual ele é vítima. Não apenas para auxiliá-lo a voltar aos caminhos de Elohim, como também para percebermos que o Judaísmo Bíblico de Yeshua não é esse sistema aprisionador, e que é um engano mortífero achar que, baseando-se no Judaísmo Rabínico, que é a pedra de tropeço de Yehudá, é fazer teshuvá (retorno) à Torah e à identidade israelita dos tempos antigos. Não é.

Quem tem a oportunidade de observar de perto a comunidade judaica, percebe que a realidade que ela vive não é muito diferente da realidade da comunidade católica (pelo menos, no Brasil): Pouca assiduidade religiosa, e muito secularismo. Muita gente que só é religiosa de boca. E a maioria conhece muito mais sobre as regras e doutrinas de suas instituições do que das Escrituras que dariam base a elas.
Não à toa, Yeshayahu (Isaías) diz:
“Porque YHWH derramou sobre vós um espírito de profundo sono, e fechou os vossos olhos, vendou os profetas, e os vossos principais videntes. Por isso toda a visão vos é como as palavras de um livro selado que se dá ao que sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele dirá: Não posso, porque está selado. Ou dá-se o livro ao que não sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele dirá: Não sei ler. Porque Adonai disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído.” (Yeshayahu/Isaías 29:10-13)
O que relatarei abaixo são trinta casos verídicos - apenas os nomes e alguns detalhes menores foram alterados, para que a privacidade das pessoas fosse preservada. Eles demonstram o quão distante da Torah está o ensinamento que é transmitido ao nosso povo, ao meu povo, e o quanto Yehudá (Judá) clama a Elohim por salvação, e precisa de Yeshua.
Os casos abaixo não foram escritos sem muita lágrima, mas que sirvam de inspiração para que possamos levar adiante a mensagem da verdadeira Teshuvá:

1) Carro x Maratona
Certa vez, o rabino Mario, de uma importante sinagoga, adoeceu, e permaneceu internado em um hospital que ficava a cerca de cinco quilômetros de distância da sinagoga. No Shabat, uma turma resolveu visitá-lo. João foi impedido de ir, pois queria ir de carro, visto que os dois últimos quilômetros eram de uma subida interminável e muito íngreme. Os que quiseram visitá-lo nesse momento delicado foram obrigados a caminharem dez quilômetros debaixo do sol, para irem e voltarem do hospital no Shabat.

2) Diferença entre Natural e Enxertada
Miguel estava em dúvida sobre sua vida amorosa. Ele havia conhecido Amanda, uma jovem por quem se apaixonara. Essa jovem possuía ascendência judaica mais distante, mas estava muito interessada em seguir a Torah e o Judaísmo, de Shabat a kashrut, tudo ela estava disposta a fazer. Pelos critérios bíblicos, ela já estaria inserida no povo de Israel ao desejar unir-se a ele. Mas, a ortodoxia tem exigências muito diferentes. Por pressão de seus amigos, que não desejavam vê-lo se casar com uma “goyá”, Miguel conheceu Elisa.
Uma jovem judia bissexual que logo de cara o seduziu, levando-o a ter relações com ela. Além de fumar e beber compulsivamente, essa jovem já havia dito a Miguel literalmente que rejeitava a Torah. Desolado e confuso, Miguel foi procurar o rabino ortodoxo de sua comunidade, e contou toda a situação, e como estava dividido entre seu amor por Amanda e a sedução e a pressão social de Elisa. O rabino o aconselhou a escolher Elisa, por ser judia, dizendo que o importante era casar-se com uma judia.

3) Uma Judia Cortada
Manuela, filha de pai judeu (e portanto biblicamente judia), conheceu seu amigo Carlos na escola judaica liberal onde estudava. Carlos a convidou para o Kiruv, um projeto que dá aulas de religião a jovens judeus. Manuela foi na primeira aula e ficou animadíssima. Lá, preencheu uma ficha com seus dados pessoais e foi tratada com sorrisos e gentilezas pelo rabino local.
Dois dias depois, recebeu ligação da secretária do rabino, pedindo a ela que não retornasse à sinagoga, pois não era judia. Carlos tentou intervir junto ao rabino por sua amiga, mas o rabino foi irredutível. Depois disso, Manuela, biblicamente judia, nunca mais quis saber da Torah ou do Judaísmo. Como o caso de Manuela, na comunidade escuta-se dezenas de tais casos a cada ano.

4) O Goy e a Alma Animal
Durante uma aula de Kiruv em uma sinagoga chassídica, Carlos também ouviu alguns ensinamentos bastante interessantes. Dentre eles, o de que um goy só tem “alma animal”, isto é, não possui a “alma divina” que supostamente seria concedida somente aos judeus. Os goyim, dentre os quais se incluem não apenas os descendentes das dez tribos, como ainda os que são judeus por lado paterno unicamente, também não teriam livre arbítrio, e a eles seria dado apenas fazer aquilo que o destino lhes traçara.

5) Astrologia Intensiva
O uso da Astrologia também é constante e feito abertamente. Em um Shabat, o rabino Moisés anunciava animadamente a palestra que seria feita na quarta-feira seguinte: A Mazal de Libra e o Congresso Nacional. Nela, o rabino explicaria como a mazal (signo/constelação) de Libra estaria influenciado os episódios do mensalão. Dias depois, não muito longe, em um espaço para jovens judeus, um aluno de Yeshivá dava aulas sobre como as mazalot (signos/constelações) não tinham influência sobre o destino de Israel, mas influenciavam as outras nações, e as pessoas ao redor dos judeus.

6) A Consulta ao Morto
Miquéias estava passando por uma situação de vida extremamente delicada, e, inconsolável, foi procurar o Beit Chabad mais próximo, e agendou um horário com o rabino, pedindo a ele que desse conselhos baseados na Torah. O rabino, então, sugeriu a ele que dirigisse suas perguntas ao falecido Lubavitcher Rebbe, o messias da Chabad Lubavitch. Essa forma de necromancia funcionava da seguinte maneira: Miquéias deveria escrever uma carta, assinando-a com o seu nome judaico, porém escrever “Ben” e o nome de sua mãe, ao invés do nome de seu pai.
Essa carta seria uma pergunta direta ao Lubavitcher Rebbe sobre a situação corrente. A carta então deveria ser colocada aleatoriamente dentro de um volume das Igrot Kodesh - um compêndio de correspondências do Lubavitcher Rebbe contendo respostas a seus seguidores. Após isso, Miquéias deveria abrir o volume e ler o texto que estivesse adjunto à carta, que seria uma suposta resposta às suas indagações. Miquéias fez três tentativas, mas não obteve resposta à sua pergunta, embora tenha “recebido do Rebbe” o conselho de fundar uma Yeshivá em país estrangeiro.
Depois disso, Miquéias ficou descrente do Judaísmo.

7) Louvando a um Falso Messias
Todo Shabat, nas sinagogas do Chabad, em dado momento do serviço de Cabalat Shabat, os homens são instigados a darem voltas em torno da bimá e cantarem: “Yehi Adoneinu Moreinu veRabeinu Melech haMashiach leolam vaed.” Literalmente, “Eis o nosso Senhor, nosso Mestre e nosso Rabi, o Rei Messias pela eternidade.” Essa entoação é dirigida ao Lubavitcher Rebbe. A frase também se encontra bordada em muitas das kipot que os visitantes devem trajar, caso não tenham vindo com kipá. Os frequentadores assíduos também são encorajados a usarem tais kipot.

8) Baruch atá John Lennon?
Cansado da mesmice ortodoxa, Rodrigo resolveu passar um Shabat em uma sinagoga liberal. Ao chegar no local, a rabina estava ao piano, pouco antes do serviço, tocando um prelúdio interessante: a música Imagine, de John Lennon. Essa música começa com a seguinte frase: “Imagine que não há céu, é fácil se você tentar. Nenhum inferno abaixo de nós, acima de nós, somente o firmamento.” Será que uma música que nega a existência do céu (e no inglês, “heaven” é usado para se referir ao trono do Eterno) é a melhor música para introduzir um serviço?
Posteriormente no serviço, a mesma rabina diria: “A Torah diz isso e isso sobre a parashá, mas eu não concordo.”

9) Desistindo da Kashrut
Em uma aula, Michel indagou a um rabino sobre kashrut, pois desejava seguir as leis alimentícias da Torah. Michel, que trabalhava numa região onde não havia nenhum restaurante casher próximo, indagou se seria preferível comer bife bovino a comer carne de porco. O rabino respondeu que não faria nenhuma diferença, já que o bife bovino que não fosse abatido segundo as leis talmúdicas não seria casher.
Como muitos que assistiam àquela aula, Michel entendeu que para ser casher, era preciso abastecer a casa somente com produtos vistoriados por rabinos - normalmente caríssimos - e comer somente em restaurantes da comunidade, cujo número se conta nos dedos. Sendo assim, acabou desistindo de tentar ter uma alimentação segundo a Torah.

10) Matsá com Presunto
Semelhantemente ao caso de Michel, Jorge também chegou à conclusão de que não seria capaz de observar as leis da kashrut - especialmente porque seus pais não compravam produtos supervisionados para a sua casa, e Jorge morava com eles. Porém, Jorge procurava seguir alguma coisa ou outra de religião, dentre elas chag hamatsot (a festa dos pães ázimos.) Durante esse período, Jorge levava para a escola sanduíches de matsá (pão ázimo) com queijo e presunto.

11) Vendendo para o Goy
E por falar em chag hamatsot (festa dos pães ázimos), Simão indagou ao rabino Josué o porquê de ter que, durante a festa, colocar os produtos com chamets (levedo) num armário e lacrá-lo. O rabino mostrou a ele a passagem da Torah que afirma que os filhos de Israel não deveriam ter chamets (levedo) em seus lares durante a festa. Simão então perguntou se o correto não seria remover tais coisas de sua casa.
O rabino informou que isso não era necessário: bastava colocar tais coisas nos armários e fazer, com um rabino, um certificado de compra e venda, vendendo o chamets (levedo) para um goy durante a festa, e recomprando-o imediatamente depois da festa pelo mesmo valor.

12) O Shabes Goy
A pessoa que assinaria esse certificado seria Manuel, um típico funcionário de uma sinagoga ashkenazi. Para Manuel, o dia mais trabalhoso é o Shabat. Ele é um “shabes goy” - um não judeu que é chamado a trabalhar no Shabat, apesar do que diz a Torah a esse respeito. No Shabat, ele é chamado pelos frequentadores da sinagoga para tarefas tais quais ligar ou desligar o ventilador, acender a luz do banheiro que alguém inadvertidamente desligou, aquecer no fogo o jantar e servi-lo à mesa dos que lá estiverem, retirar o jantar, limpar a sinagoga, e repetir a dinâmica durante o dia seguinte.
Manuel não sabe disso, mas para que ele possa trabalhar no Shabat pela halachá ortodoxa, ele não deve receber a mais por esse dia de serviço, é praticamente como se trabalhasse de forma gratuita e voluntária. Se soubesse que tem essa opção, talvez Manuel fizesse outra escolha. Evidentemente, contudo, ele acabaria sendo substituído.

13) Modismo ou Torah?
No serviço de Yom Kipur, onde a maioria dos homens levou seu próprio talit, Roger viu pela primeira vez um talit com t’chelet (fio azul), conforme a Torah determina que sejam os tsitsiyot (franjas). Roger então se aproximou do rabino e perguntou o porquê daquele fio, que ele havia achado belo. A resposta que recebeu foi de que aquilo era invenção e um novo modismo em Israel, mas que ele (Roger) deveria usar fios brancos.

14) Misticismo no lugar da Torah
Paulo chegou à sinagoga e perguntou ao rabino o que deveria fazer, visto que ele havia crescido num lar secular, e desejava aprender um pouco mais sobre a fé judaica, com a qual ele tinha pouca familiaridade. O rabino então sugeriu que ele assistisse a umas aulas de chassidut, isto é, do estudo de material escrito por místicos cabalistas. Nas sinagogas chassídicas, é comum que esses ensinamentos sejam estendidos até aos recém-chegados. Paulo aprendeu bastante sobre Cabalá, mas não encontrou quem lhe ensinasse a Torah.

15) A outra Torah Chassídica
Em outra sinagoga chassídica, após o almoço de Shabat, José literalmente ouviria do rabino local que o Tanya, obra mística escrita pelo Rebbe Shneur Zalman de Liadi, fundador do Chabad, era a Torah da Chassidut. Ele ainda ouviria uma parábola sobre um rei que utilizaria uma pérola caríssima para dar de remédio ao filho enfermo, cuja moral era a de que a Cabalá chassídica era o último recurso enviado pelo Eterno para salvar Israel do secularismo.

16) O Rebbe é o Eterno?
O mesmo José, dias depois, questionaria esse rabino sobre os seguidores do Chabad que adoravam ao Lubavitcher Rebbe como se o mesmo fosse o próprio Eterno. O rabino desconversaria, dizendo a ele que deixasse esse assunto de lado. Não é raro ouvir rabinos do Chabad dizendo que o Rebbe movia a boca, mas o som que saía era produzido pelo próprio Eterno.

17) Canto Imoral?
Satisfeito por ter ganho o seu primeiro CD de música judaica, entoadas por uma cantora, João foi advertido pelo rabino de sua sinagoga que o CD era imoral, pois era uma imoralidade um homem ouvir uma mulher cantar. Depois, ao arrumar um CD de música tradicional cantada por um homem, João foi advertido de que deveria cuidar para não pronunciar os nomes e títulos do Eterno ao cantar em seu dia-a-dia. Diante do medo de fazer algo de errado, João desistiu de ouvir canções judaicas de conteúdo bíblico.

18) Trabalhar pode; Escrever não
Nelson trouxera pela primeira vez um convidado a uma sinagoga no Shabat e ambos conversavam durante o kidush. Do outro lado do salão, o rabino dava instruções ao empregado que deveria servir o jantar. Ao ver Nelson escrevendo uma nota para o seu convidado em um pedaço de papel, o rabino largou o empregado de lado, e veio literalmente correndo na direção de Nelson, para advertí-lo que (supostamente) não era lícito escrever no Shabat.

19) Goy Expulso
Em sua primeira visita a uma sinagoga de seu bairro, Renato chegou ao serviço muito cedo, e só havia uma pessoa no local: Um rapaz negro, que inclusive trajava tsitsiyot (franjas) nas vestes. Como praticamente não existem negros judeus no Brasil, quando o rabino e alguns congregantes chegaram, imediatamente o rabino, delicadamente, convidou o rapaz a se retirar.
O rapaz explicou que estava aprendendo a Torah e desejava auxílio. O rabino manteve que, infelizmente, o serviço era apenas para judeus, apesar dos muitos protestos de alguns congregantes (não-ortodoxos) que ele queria aprender. Estranhamente, são justamente os menos ortodoxos da comunidade judaica (que, felizmente, é a sua maioria) que são mais receptivos e amorosos para com aqueles que desejam se achegar a ela. Ainda assim, esbarram sempre nas regras da halachá ortodoxa.

20) Só se não casar
Miriam e sua irmã desejavam frequentar uma sinagoga ortodoxa. Seu pai era judeu, e sua mãe convertida por uma sinagoga liberal. Elas foram a diversas sinagogas antes de conseguirem ser aceitas. Na maioria dos lugares, os rabinos temiam que elas, ambas bem jovens, pudessem se casar com rapazes judeus, e sendo assim esses últimos não seriam considerados judeus. Só puderam frequentar uma sinagoga um pouco mais aberta, depois de se comprometerem com o rabino que não iriam se envolver amorosamente com ninguém sem passarem por processo de conversão ortodoxa.
Mesmo que desejassem se casar com um judeu secular, que comesse comidas imundas e não cumprisse o Shabat (por exemplo), Miriam e sua irmã só poderiam fazê-lo caso se tornassem ortodoxas. A maioria dos próprios judeus da comunidade não suportaria as pressões e exigências que são feitas para que um convertido venha a ser aceito.

21) Shabat Impossível?
Antonio desejava cumprir o Shabat. Após ter lido na Torah sobre a importância do mesmo, resolveu que seria um Shomer Shabat (guardião do Shabat.) Foi então exposto às exigências ortodoxas, que incluíam um sem-número de rezas feitas de forma dobrada no Shabat, o aguardar os quarenta minutos após o pôr-do-sol para poder sair; ter que dormir na sinagoga pois não poderia ir de carro para lá; não picotar papel higiênico, não acender luzes, nem uma série de outros elementos proibidos pela halachá ortodoxa.
Após dois meses, e sofrendo a pressão de sua família que queria que ele passasse o jantar de Shabat com eles em casa, Antonio desistiu completamente. Hoje, Antonio usa o sábado para ir ao shopping, cinema, etc. Como não conseguiu ser Shomer Shabat, Antonio não vê sentido em se abster de fazer tais coisas. Ele continua indo às sinagogas na noite de sexta, mas afirma que não deseja mais ser radical.

22) A Religiosidade acima do Amor ao Próximo
Ricardo tem um grupo musical. Nos dias de festas bíblicas, Ricardo se apresentava com seu grupo em um lar para idosos judeus. Essa prática levava esses idosos, que muitas vezes não tinham família nem amigos, às lágrimas de emoção. Ao comentar sobre o fato em sua sinagoga local, Ricardo foi repreendido pelo rabino, que afirmou ser proibido tocar instrumentos no Shabat. O rabino disse a ele que era melhor não fazer nada, do que fazer dessa forma. Felizmente, Ricardo ignorou a advertência do rabino ortodoxo e continua a fazer o seu trabalho junto aos idosos.

23) Mortos Sofrendo
Os avós de Letícia haviam falecido há alguns anos. Sua família não era religiosa, e portanto nada fez de cerimônia póstuma. Em uma aula numa sinagoga, o rabino levou Letícia às lágrimas ao dizer que precisavam urgentemente rezar o Kadish dos Enlutados em intenção de suas almas, caso contrário as mesmas poderiam estar sofrendo neste mundo. Letícia foi encorajada a, frequentemente, fazer o kadish por eles, de modo a ajudá-los a ascender às regiões celestiais.
De forma semelhante, todos os dias Vitor recita duas vezes o Shemá, uma por si próprio, e outra para o mérito de um amigo de infância que falecera. Ele foi ensinado pelo rabino de sua sinagoga que poderia fazer boas ações em favor dos mortos, para que os mesmos possam atingir níveis melhores de espiritualidade no mundo celestial. Bem intencionado, Vitor nunca deixa de fazer tais coisas.

24) O Rebbe pode; Yeshua não.
Cristina namorava um judeu que frequentava sinagoga messiânica. O rabino da sinagoga ortodoxa onde ia disse a ela que não deveria se envolver com esse rapaz. Um amigo que frequentava o Chabad então deu a ela um “santinho” do Rebbe com a palavra “Mashiach” (Messias) escrita em letras garrafais. A sinagoga de Cristina fazia grande oposição ao Chabad.
Ela levou esse “santinho” ao rabino de sua sinagoga ortodoxa, e perguntou qual era a diferença entre um caso e outro, a saber, entre crer no Rebbe e crer em Yeshua. O rabino desconversou, mas confirmou que não se oporia caso ela se envolvesse com alguém que acreditasse no Rebbe, e que tudo poderia ser resolvido ao longo do casamento.

25) Justificando o Injustificável
Thiago, numa aula em dada sinagoga, teve um embate com o rabino chassídico local. Ao lerem a porção da Torah que diz respeito ao fato dos irmãos de Yossef terem-no vendido como escravo Thiago demonstrou grande revolta pelo que foi feito. O rabino tentou justificar com explicações místicas o porquê aquele fato não foi errado, e disse que não era correto questionar patriarcas, pois eram grandes tsadikim (justos). No meio chassídico, é comum que os fatos históricos sejam reinterpretados de modo a enaltecer ou justificar os atos de figuras importantes do passado.
Thiago posteriormente confidenciou ter tomado raiva da Torah, e disse que jamais poderia acreditar naquilo.

26) Misticismo e Superstição
O grau de misticismo, crendice e superstição na comunidade é elevadíssimo, e não poderia ser diferente, uma vez que o Judaísmo Rabínico (especialmente o Ortodoxo) a encoraja ao extremo. É comum que as pessoas não saiam de casa sem seus pingentes com a palavra “chai” (“vida”), seus chaveiros com a Tefilat HaDerech (Oração do Caminho - uma oração para viajantes - não confundir com o Caminho dos seguidores de Yeshua), e existe uma grande paranoia sobre as mezuzot poderem não estar casher.
Histórias sobre pessoas que sofreram infortúnios, perderam grandes quantias de dinheiro, tiveram problemas familiares, ou que adoeceram, porque a mezuzá não estava casher são extremamente comuns na comunidade. Quando algo está errado em casa, e uma pessoa procura um rabino, uma das primeiras perguntas que esse lhe devolve é: “Já verificou sua mezuzá?”

27) Paganismo Tolerável?
Claudio ganhou uma hamsa de presente, aquele famoso símbolo de uma mão, muitas vezes contendo um olho dentro. Pesquisando sobre o símbolo na Internet, descobriu que o mesmo encontrava raízes no paganismo. Resolveu então entrar em contato com um rabino de confiança, a quem perguntou a respeito do símbolo em questão. Ao dizer ao rabino que tinha ouvido falar que o símbolo tinha origem no paganismo, recebeu a seguinte resposta do rabino: “Sim, e daí?”

28) Fugindo da Mesmice
No Shabat, as sinagogas frequentemente têm que promover o que chamam de “Shabaton.” Isto é, são Shabatot especiais, normalmente servindo comidas diferentes. Alguns podem servir fast food, outros fazem uma noite italiana, outros ainda um lual havaiano, e até mesmo apresentações culturais, como k magá, etc. Tudo para tentar atrair os jovens da comunidade.
Não é raro, por esta razão, que os jovens pulem de sinagoga em sinagoga, sempre atrás de mais um Shabaton. Mesmo os jovens que frequentam uma sinagoga assiduamente costumam variar, visitando outros lugares. E a principal razão alegada é sempre a mesma: Ninguém tem paciência por fazer toda a semana exatamente a mesma coisa, repetidamente. Como a liturgia é maçante e nunca varia, os jovens se desestimulam devido à repetição (imagine-se anos e anos repetindo a mesma coisa) e tentam pelo menos mudar de local. Um local diferente, pelo menos, implica em melodias diferentes, ambiente diferente, e pessoas diferentes. O jovem judeu se sente frequentemente sufocado pela liturgia totalmente formatada, e sem espaço para espontaneidade.
Certa vez, o rabino Leon disse em uma sinagoga ortodoxa que nem mesmo Moshe (Moisés) tinha autorização de Elohim de orar em suas próprias palavras, e fazer um serviço de forma livre. Tudo teria que ser feito sempre com o aval dos sábios do povo. Essa verdadeira prisão litúrgica, associada à incompreensão do que se diz (pois os hazanim/condutores nunca lêem uma linha em português) leva não apenas muita gente a chegar para os serviços apenas na hora das refeições, como também a muita gente se sentir vazio e podado em sua espiritualidade.

29) Quem é mais importante?
Em diversas sinagogas Chabad, há somente uma coisa que pode rivalizar com o tamanho do Aron HaKodesh: As fotos e quadros do Lubavitcher Rebbe, gigantescos, nas paredes. Em visita à casa do rabino Jonas, Lucas percebeu que havia mais fotos do Rebbe do que dos próprios filhos do rabino. Enquanto esse último ocupava literalmente três paredes da sala,  os retratos dos filhos ficavam restritos a pequenas fotos postas à mesa.

30) O Enfoque do Ensino
Nas aulas existentes nas sinagogas, o enfoque dado ao texto da Torah propriamente dita é muito pequeno. Se for uma sinagoga chassídica, ênfase será dada na chassidut. Se for uma sinagoga ortodoxa mais tradicional, normalmente a ênfase dada é no Talmud.
Muito poucos jovens judeus, mesmo dentre os que estudam mais assiduamente, conhecem plenamente o texto da Torah, e pouquíssimos seriam capazes de sequer nomear mais do que um ou dois livros do restante do Tanach, quem dirá o Tanach inteiro. Todavia, costumam conhecer todos os costumes, e muitas das mitsvot d’rabanan (mandamentos rabínicos) que são ensinados a cada semana.

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Perdeu a chance de ficar quieto

Informo ao Sr. Ricardo Setti que a lebre levantada sobre a possível natalidade queniana de Barack Hussein Obama não é obra de nenhum WASP birther, mas de sua própria avó, que em pelo menos duas vezes declarou tê-lo visto nascer com os próprios olhos.
Na noite de quarta-feira, dia 27 de abril de 2011, leio no meu Twitter uma mensagem do colunista da Veja, Ricardo Setti, com link para o seu artigo "Obama acaba com a palhaçada dos que duvidavam dele e divulga certidão de nascimento".
Bom, vejamos as coisas assim: Obama é negro, e durante a sua campanha, os brancos anglo-saxões protestantes da direita americana, que não suportam a idéia de um sujeito com o seu perfil candidatar-se a presidente do seu país, criam o boato de que ele não é cidadão nato, com a finalidade de difamá-lo. Então Obama, ao ler esta bobagem nos jornais, pergunta-se como alguém pode se permitir pagar um mico tão grande em público, e ato contínuo, caminha até o seu escritório, saca de uma pasta a sua certidão original de nascimento e a entrega a um de seus assessores, dizendo: " - vamos acabar logo com esta palhaçada! Esfregue isto na cara dos republicanos; mostre a quem quiser ver".
Foi assim que aconteceu? Claro que não, e a verdade que não quer calar é a de que estamos já no terceiro ano do seu mandato, e até agora ninguém viu este documento. Claro, no mesmo dia deste twiotter, eu também vi no site da Fox News a imagem digitalizada encaminhada pela Casa Branca. A propósito, o meu amigo Luiz Afonso Assumpção, dono do blog Nadando contra a Maré Vermelha, lá demonstra que basta baixar esta imagem em um openoffice ou um Adobe Ilustrator para que ela por si mesma se decomponha em várias camadas, a exibir a prova (não apenas indício) da grotesca fraude. Dá até para você brincar de fazer a sua própria certidão.
Tendo conhecido parte substancial da ficha corrida do Sr. Obama graças a Olavo de Carvalho, um jornalista de verdade, ao ler a twittada, pus-me a ler o texto, inocentemente crente de que se tratava de uma ironia (só podia ser uma ironia, não acham?), mas não é que o homem estava mesmo falando sério? Meio que incrédulo e ainda a esta altura ternamente tocado do sentimento de perdão ("Pai, perdoa-lhe, porque ele não sabe o que diz"), postei o seguinte comentário, tendo recebido do destinatário a honra da réplica, nos termos que vão abaixo:

Klauber Cristofen Pires - 27/04/2011 às 23:03:

Se tudo é tão simples assim, por que ter relutado tanto para apresentá-lo? Por que foram apresentados tantos outros documentos falsos? O que apareceu na Fox foi uma versão digitalizada enviada pela Casa Branca. A mentira obâmica continua.

Resposta de Ricardo Setti:
Falou o especialista, né? E quem é que apresentou documento falso? Meu amigo, os Estados Unidos são um estado de Direito, não a casa da mãe joana que é o Brasil. Se o presidente tivesse feito isso, seria deposto por impeachment e, depois, poderia pegar cadeia.
Bom, Sr. Setti, a não ser por um título de especialidade em Direito Tributário, eu não sou especialista de coisa nenhuma mesmo. Pra ser sincero, nem diploma de jornalista eu tenho, quer seja no original ou menos ainda, em cópia digitalizada. No caso em tela, não passo de um cidadão comum, mas dotado de um pouco de juízo, a ponto de ser capaz de ler uma notícia com reservas e de checar a sua veracidade, coisa que o Sr. tem a obrigação de ofício de fazer, e ademais, tendo às mãos recursos e ferramentas mais eficientes do que eu.

Quer dizer mesmo que no país que não é a casa da mãe joana os que esperaram três anos de mandato presidencial do Sr. Obama para ver uma cópia digitalizada da certidão de nascimento do Sr. Obama são palhaços? Deverei incluir nesta espécie de artistas circences o Sr. Philip Berg, que pertence justamente ao Partido Democrata e que moveu uma ação contra ele justamente com este fim?

Pois, respondendo à sua dúvida, venho lhe informar de alguns - só alguns - dos documentos falsos que o Sr. Obama ou a sua assessoria produziram, bem como das razões pelas quais as suspeitas que pairam sobre este cidadão não são tão levianas quanto o Sr. quer fazer parecer aos seus leitores.

Pra começar, já foi apresentada uma certidão de nascimento ao público antes desta, considerada falsa por um perito forense que a examinoui. Veja por si mesmo:

http://atlasshrugs2000.typepad.com/atlas_shrugs/2008/07/atlas-exclusive.html
Saiba mais sobre a falsidade desta certidão no texto abaixoii:

"Meses depois que a certidão resumida de nascimento de Barack Obama apareceu no seu site de campanha, um especialista em peritagem forense publicou um relatório de duzentas páginas com uma quantidade enorme de provas de que o documento era falsoiii. A "grande mídia" fez total silêncio a respeito, ao passo que os sites obamistas da internet, sem examinar no mais mínimo que fosse o conteúdo do relatório, nem muito menos submetê-lo ao julgamento de outros peritos, limitavam-se a martelar e remartelar as duas únicas objeções que lhes ocorriam: o autor não revelava seu verdadeiro nome (assinava-se com o pseudônimo "Ron Polarik") e não mostrava suas credenciais acadêmicas.

Essas pobres alegações, porém, tornaram-se inócuas quando outro profissional da área, com nome à mostra e credenciais sobrantes, Sandra Ramsey Linesiv, confirmou integralmente as conclusões de Polarik."
Olavo de Carvalho, Micagens Infernais, Diário do Comércio, 10 de agosto de 2009.

Agora, Sr. Setti, responda-me por favor, por que o Sr. Obama não decidiu acabar com a "palhaçada" quando Philip Berg o acionou na justiça, e ao contrário, apresentou um pedido de dispensa da ação (motion for dismisal?).

Pergunto-lhe ainda: acaso o nome Stefan Frederick Cook lhe sugere alguma lembrança? Pois, caso jamais tenha tido conhecimento, este é o nome do major de exército que peitou o Commander-in-chief norte-americano ao declarar que não atenderia à convocação de servir na guerra do Afeganistão enquanto este não mostrasse sua certidão de nascimento. Não acredita? Pois confira:

http://www.examiner.com/civil-rights-in-portland/breaking-major-has-orders-revoked-by-questioning-obama-s-legitimacy .

Então responda, por favor: por que, para acabar logo com a "palhaçada", não foi esfregada na cara do "indisciplinado" oficial o tão reclamado documento e por que ele não foi logo em seguida encaminhado à corte marcial? Por que, informadíssimo periodicista, muito ao contrário, a ordem foi revogada, conquanto a Presidência se pôs a pressionar de forma chantagista uma empresa privada para qual o major trabalhava no sentido de demiti-lo?
Quer outro documento falso? Leia este trecho do artigo "O Surrealismo no Poder", de Olavo de Carvalho, de 20 de novembro de 2008v:

Nos EUA não há serviço militar obrigatório, mas todo cidadão tem de se inscrever no "Selective Service", à espera de uma possível convocação, entre os 18 e 26 anos. Obama, nascido em 1961, tinha prazo até 1987. Seu certificado de alistamento parece regular, pois está datado de 30 de julho de 1980. Só há dois detalhes:

(1) A data de impressão do formulário é 2008.

(2) O carimbo postal vem com a sigla USPO, "United States Post Office", mas o nome da repartição foi mudado em 1970 para "United States Postal Service", USPS, e todos os carimbos anteriores foram automaticamente invalidados.

Pergunto ainda ao douto formador de opinião (ou será sabichão palpiteiro?): acaso considera uma dúvida razoável que nem uma única alma que tenha conhecido a Sra. mãe de Barack Obama tenha a visto grávida ou com um filho de colo no Hawaí, terra onde ele alega ter nascidovi, enquanto sobrem consistentes provas materiais de que, na data do nascimento do filho, a sra. Obama estudava e residia em Seattle, Estado de Washington, a duas mil milhas de Honoluluvii?

Talvez seja o direito natural de Sr. Setti optar por acreditar na palavra do Sr. Obama antes do que na dos seus detratores, entre os quais o bilionário espertalhão Donald Trump. Afinal, sua palavra é "de lei"viii, não é? Digo, de madeira de lei...:

Obama afirmou várias vezes que jamais pertencera a um partido socialista. Os documentos do New Party provam que ele mentiu (v. AmericanThinker.com).

Obama disse que não tinha qualquer ligação com a Acorn, ONG responsável pela maior derrama de títulos de eleitor falsos já ocorrida nos EUA. Documentos e vídeos da Acorn provam que ele mentiu (v. NationalReview.com, www.youtube.com/watch?v=8vJcVgJhNaU e www.youtube.com/watch?v=7NmaZIdz6Vo).

Obama disse que não tivera nenhuma conexão política com o terrorista William Ayers. Documentos liberados pela Universidade de Illinois provam que ambos trabalharam juntos em projetos destinados a subsidiar organizações esquerdistas (v. MichelleMalkin.com).

Ele disse que jamais soubera das idéias políticas do pastor Jeremiah Wright, mas como é possível ouvir todas as semanas durante vinte anos as pregações de um pastor que praticamente só fala de política, sem ficar sabendo do que ele pensa a respeito?

Além das mentiras patentes, há os fatos nebulosos e mal explicados. Como Obama conseguiu viajar para o Paquistão quando a entrada de americanos era proibida no país? Por que ele jamais contou que é primo de Raila Odinga nem admite divulgar os documentos das atividades que desempenhou em favor desse assassino? Por que o agitador racista Khalid al-Mansour pagou os estudos de Obama em Harvard? Como pode Obama afirmar que não foi educado numa família muçulmana, se os documentos mostram que até numa escola católica, na Indonésia, ele se registrou como muçulmano? Por que, ao saber que alguém abrira um processo no Havaí solicitando a divulgação da sua certidão de nascimento, Obama repentinamente se lembrou de que sua avó estava doente em Honolulu - uma semana depois de ela ter saído do hospital - e, correndo para visitá-la sob a alegação de que talvez fosse sua última oportunidade de encontrá-la com vida, não levou junto a mulher e os filhos mas uma equipe de advogados?

E haja óleo de perobaix:

Ao preencher o formulário para inscrição na Ordem dos Advogados (Bar Association) de Illinois, Obama declarou que nunca tinha usado nenhum outro nome além de Barack Hussein Obama. É falso. Há documentos dele com os nomes de Barry Soetoro, Barry Dunham e outros, bem anteriores ao seu ingresso naquela entidade.

Com o apoio de toda a grande mídia, sem exceção, Barack Hussein Obama jurou que eram puras difamações as notícias de que ele tinha recebido educação islâmica. O vídeo reproduzido em http://www.youtube.com/watch?v=HkjFc3S21nY não deixa margem a dúvidas: Obama mentiu novamente.

Seu próprio livro de memórias, que lhe rendeu a fama de escritor, é de autoria duvidosa: exames realizados com métodos computadorizados de investigação autoral concluíram que não foi escrito por Obama, mas sim por William Ayers.

Será mesmo que ele não é muçulmano nem amigo ou aliado de muçulmanos?

Os estudos de Obama em Harvard foram pagos por Khalid al-Mansur, agitador racista que prometeu aos brancos americanos "o maior banho de sangue de toda a História" e é representante nos EUA do príncipe saudita Alwaleed bin Talal, que celebrou o 11 de setembro como castigo divinox.

Nesta Páscoa de 2011, o Sr Obama não deu nem sequer um "feliz Páscoa" ao povo norte-americano, enquanto tenha participado e proferido lindos discursos em todas as festividades....islâmicasxi.

Obama morde a língua: ...my muslim faith.xii
Por fim, informo ao Sr. Ricardo Setti que a lebre levantada sobre a possível natalidade queniana de Barack Hussein Obama não é obra de nenhum WASP birther, mas de sua própria avó, que em pelo menos duas vezes declarou tê-lo visto nascer com os próprios olhos.

Em respeito à paciência dos leitores, vou parar por aqui. Sim, por que este angu tá que é só caroço. Tudo isto tem estado por anos à disposição dos leitores, publicados tanto na internet, em especial no Mídia sem Máscara quanto em jornais brasileiros de grande circulação, como o Diário do Comércio e o Jornal do Brasil.

A falta de conhecimento de todos estes desabonadores fatos da vida de Barack Hussein Obama pode ser perdoável ao pedreiro ali da construção ao lado, mas não a um ensaísta puto velho a serviço de uma revista consagrada como a Veja. Se eu fosse o proprietário da quarta (salvo engano) maior revista de informação do mundo e lesse uma besteira destas, eu dispararia imediatamente à redação para puxá-lo arrastado pelo chão dos corredores, à vista de todos, até alcançar a porta da frente e de lá arremessá-lo rumo à calçada com um bom pontapé. E tenham a certeza, eu faria isto muito menos pelo seu farisaísmo do que por seu primarismo jornalístico.

Gente como o Sr. Ricardo Setti faz o que faz por um absoluto senso de segurança, originado por décadas de completa liberdade nas quais os esquerdistas e representantes do beautifull people estiveram completamente à vontade para escrever qualquer idiotice ou mentira sem medo de serem contraditados. Este tempo está acabando. O Sr. Setti perdeu uma chance daquelas de ficar na dele.



Referências:
i http://www.olavodecarvalho.org/semana/080912dce.html (12/set/2008)
ii http://www.olavodecarvalho.org/semana/090810dc.html
iii http://www.freerepublic.com/focus/f-bloggers/2136816/posts
iv http://www.asqde.org/SRLines/SandraRLines.htm
v http://www.olavodecarvalho.org/semana/081120dc.html e em http://www.debbieschlussel.com/4428/exclusive-did-next-commander-in-chief-falsify-selective-service-registration-never-actually-register-obamas-draft-registration-raises-serious-questions/
vi http://www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=83851
vii http://www.olavodecarvalho.org/semana/081218jb.html
viii http://www.olavodecarvalho.org/semana/081101msm.html
ix http://www.olavodecarvalho.org/semana/081104dc.html
x www.newsmax.com/timmerman/obama_harvard_/2008/09/23/133199.html
xi http://juliosevero.blogspot.com/2011/04/obama-se-abstem-de-saudacao-da-pascoa.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+JulioSevero+%28Julio+Severo%29

domingo, 1 de maio de 2011

Para o Cristão Meditar


"•Quando houve necessidade em se contar os anos? - Passou-se a invocar o nome do Senhor quando nasceu Enos, 235 anos do início da humanidade. Se o calendário adotado pelos hebreus teve início nessa época, embora muitos acreditam ter começado com Adão, o sétimo milênio poderá ter início em meados do ano 5766, ou seja, no ano 6001 da criação humana. Embora seja praticamente impossível fazer um cálculo com precisão por ter havido algumas mudanças no calendário hebraico, o ano de 5766 já está chamando a atenção da comunidade cristã internacional como o possível início da tribulação de 7 anos! Até judeus e muçulmanos acreditam que este é o tempo do seu messias por causa dos sinais no mundo. Vigiemos pois não sabemos o dia nem a hora! O Senhor Jesus já não está mais assentado no trono (Apocalipse 5.6) e a qualquer momento buscará a sua igreja!" •Devemos divulgar o Apocalipse? - "Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; se não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, a fim de salvares a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade; mas o seu sangue, da tua mão o requererei. Contudo se tu avisares o ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua iniqüidade; mas tu livraste a tua alma." Ezequiel 3.18-19 •Como será a Grande Tribulação para os Cristãos que ficarem? Com certeza será pior do que o tratamento dado aos cristãos nos circos romanos e na Inquisição! No livro "Roma" de Isaac e Alba é citada uma carta dos cristãos da cidade de Lion na Gália (atual França) a seus irmãos na Ásia no ano de 177 sobre o martírio de três cristãos que conseguiram suportar graças ao poder do Espírito Santo. Nota-se que a degola, seguida possivelmente da decapitação, é sempre deixada por última: "O Diácono Sanctus suportava com força sobre-humana todos os suplícios que os carrascos podiam inventar... A todas as perguntas, ele respondia, em latim: 'Eu sou Cristão'. Não se lhe podia arrancar outra resposta. Isso bastou para inflamar a ira do procônsul e dos verdugos; não tendo mais outro tormento à sua disposição, aplicaram-lhe chapas quentes nos lugares mais sensíveis do corpo. Mas enquanto os seus membros assavam, a sua alma não se dobrava, e ele persistia na sua confissão..." "Maturus e Sanctus sofreram de novo toda a série de suplícios como se nada tivesse sofrido anteriormente:... as chicotadas, as mordeduras das feras que os arrastavam na areia, e tudo aquilo que o capricho de uma multidão insensata reclamava aos gritos; depois sentaram-nos na cadeira de ferro incandescente e, enquanto os membros queimavam, a repugnante fumaça de carne assada enchia o anfiteatro." "Longe de tranqüilizar-se, o furor da multidão aumentava, querendo ver quebrada a resistência dos mártires. Mas não conseguiam que Sanctus pronunciasse uma só palavra, a não ser aquela que ele não cessara de repetir desde o começo: 'Eu sou Cristão'. Para terminar, cortaram a garganta dos dois mártires, que ainda respiravam." "Blandina, durante todo esse tempo, ficou suspensa num poste e exposta às feras, mas nenhum animal tocou o seu corpo. Tiraram-na então do poste e a levaram para a prisão, à espera de outra sessão do espetáculo. Blandina ficou para o fim." "Após ter sofrido o azorrague, as feras, a cadeira de fogo, foi enrolada em uma rede e atirada diante de um touro. Este lançou-a várias vezes no ar com os chifres; ela parecia nada sentir, toda entregue à sua esperança, prosseguindo o colóquio interior com o Cristo. Finalmente, degolaram-na." "Na verdade, diziam os gauleses saindo, jamais se viu em nosso país uma mulher sofrer tanto." •Os batizados nas águas podem ficar para a Grande Tribulação? Segundo a parábola profética das 10 virgens (Mateus 25.1-13), aproximadamente a metade dos que se batizaram nas águas poderão ficar por não nascer do Espírito. A apostasia nos dias que antecedem o arrebatamento será grande e vem da falta de direção do Espírito Santo na leitura da Bíblia, da influência da mídia secular e dos maus conselhos de amigos, de colegas de escola e trabalho e até de familiares e parentes. Muitos cristãos vivem nesta condição, dando crédito a coisas que não edificam, se entregando à incredulidade e crenças além das ensinadas nas Sagradas Escrituras, deixadas para nós como a maior advertência da história. Jesus nos deu a solução: "Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não NASCER DE NOVO [da água através do batismo e do Espírito através do fruto do Espírito Santo (Gálatas 5.22)], não pode ver o reino de Deus." João 3.3 "Sede vós, pois, PERFEITOS, como é perfeito o vosso Pai celestial." Mateus 5.48. PAZ SEJA CONVOSCO 
 
EXTRAÍDO DO CAFÉ TORAH